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Prova de Participação Explicada

julho 22, 2022

Entender o que é a Prova de Participação e como funciona é essencial para qualquer interessado em criptomoedas. Esta é uma forma de validação de transação que existe desde 2012 e que se tem tornado cada vez mais popular no mundo cripto. Hoje partilhamos um breve guia sobre como funciona, prós e contras, bem como exemplos de criptomoedas que a utilizam.

O que é a Prova de Participação e como funciona

O que é PoS (Prova de Participação)?

Para a descentralização da blockchain, existem algumas necessidades na validação de transações de forma segura e confiável. Uma das formas para o fazer designa-se de Prova de Participação (Proof of Stake), um mecanismo de consenso de criptomoeda para processamento de transações e criação de novos blocos numa blockchain. Com este sistema de validação, os detentores de uma criptomoeda em particular podem participar (stake) com as suas moedas, permitindo-lhes verificar novos blocos de transações e adicioná-los à blockchain.

Em 2012, a Peercoin foi a primeira criptomeda a utilizar PoS; este método de validação é agora, no entanto, mais relevante do que nunca. Prova de Participação é regularmente utilizada como uma alternativa à Prova de Trabalho Proof of Work, o primeiro mecanismo de consenso consenso desenvolvido para criptomoedas, que requere energia. Isto torna o PoS uma opção amiga do ambiente para validação, numa altura em que a sustentabilidade se está a tornar uma prioridade. Atualmente algumas das criptomoedas mais conhecidas utiliza Prova de Participação como método de validação, como a Cardano (ADA), Tron (TRX), EOS (EOS), Tezos (XTC) e em breve também a Ethereum (ETH).

Como funciona?

Se, no caso da Prova de Trabalho (Proof of Work - PoW) a palavra "trabalho" diz respeito ao trabalho que os mineradores precisam de fazer para colocar transações para validação; no caso da Prova de Participação (Proof of Stake) o mais importante é a "participação". Aqui os utilizadores, ou nodes, da rede stake ou lock-up, definem quantias de criptomoeda num contrato inteligente na blockchain por um período de tempo e, em retorno, tem a possibilidade de ser tornarem validadores de novas transações e receber recompensas.

Quando um novo bloco de transações está a aguardar validação, o protocolo prova-de-participação da criptomoeda escolhe um validador para revê-lo. O validador confere se a transação no bloco está correta; se estiver, o validador pode adicionar o bloco à blockchain. Ao fazê-lo, o node (nó) de validação recebe recompensas cripto pela sua contribuição. No entanto, se o validador validar dados maus ou fraudulentos, pode perder parte ou a totalidade da sua participação (stake) como penalização. Os nodes do validador recebem recompensa sob a forma de token nativo da rede em questão.

Quando um novo bloco de transações está a aguardar validação, o protocolo prova-de-participação da criptomoeda escolhe um validador para revê-lo. O validador confere se a transação no bloco está correta; se estiver, o validador pode adicionar o bloco à blockchain. Ao fazê-lo, o node de validação recebe recompensas cripto pela sua contribuição. No entanto, se o validador validar dados maus ou fraudulentos, pode perder parte ou a totalidade da sua participação (stake) como penalização. Os nodes do validador recebem recompensa sob a forma de token nativo da rede em questão.

O número de tokens necessários para se tornar validador variam de acordo com a rede. Por exemplo, a Ethereum irá requerer 32 ETH de participação antes de o utilizador ser tornar validador, assim que a rede trocar o método de validação de PoW para PoS. Os blocos são também sempre validados por mais do que um validador e, quando um número específico de validadores verifica o bloco, este pode ser adicionado à blockchain.

Desafios e Vantagens

É bastante fácil tornar-se validador no mecanismo de consenso Prova de Participação. Tudo o que precisa de fazer é participar com uma certa quantia da criptomoeda da qual pretende ser validador e está pronto. Pelo contrário, a Prova de Trabalho - o outro mecanismo de consenso mais popular - necessita que a sua versão de validadores, chamados mineradores, invistam em equipamento de processamento e suportem um elevado consumo de energia para alimentar as máquinas que ajudam a resolver as computações de verificação. A eficiência energética é o motivo para as blockchains PoS terem frequentemente mais escalabilidade.

Prova de Participação contribui também para uma melhor descentralização. Tal se deve às chamadas "piscinas de mineração" que são sinónimo de Prova de Trabalho. Estas piscinas de mineração são grupos colaborativos de mineiros de criptomoeda que combinam os seus recursos computacionais numa rede. Estas piscinas de mineração estão essencialmente a eliminar a concorrência e a encurralar o pequeno mercado de mineração e mineiros independentes não conseguem assegurar os elevados custos de mineração. Este fenómeno na PoW resulta na centralização e controlo das validações por grandes personalidades que acabam por controlar grande parte da rede. Por contraste, a Prova de Participação não tem de lidar com este problema devido aos seus custos reduzidos e acesso mais facilitado para validadores independentes, o que aumenta a descentralização da rede.

"Nada-a-participar" é o problema frequentemente referido pelos críticos do mecanismo de consenso prova-de-participação. Este problema refere-se ao facto de os nodes (nós) do validador conseguirem validar cópias conflituosas da blockchain porque podem haver perdas mínimas por fazê-lo. Tal pode acontecer devido a ação maliciosa ou por acidente, quando dois validadores propõem blocos em simultâneo. Este problema pode acontecer quando quando há um fork no protocolo em que os validadores podem começar a criar blocos em ambas as redes levando a duplicação de gastos, em que um token digital pode ser gasto mais do que uma vez.

Conclusão…

Utilizado pela primeira vez em 2012, este mecanismo de consenso tem resistido ao teste do tempo. Algumas das criptomoedas mais populares dependem deste método de validação para validar informação e processo de transações. Todo o sistema tem como base participar com a sua própria criptomoeda em troca da oportunidade de ser escolhido para ser tornar validador. E, ainda que este mecanismo de consenso seja mais verde, escalável e com maior probabilidade de ser manter a descentralização comparativamente à Prova de Trabalho, também também as suas fragilidades.

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